Ao longo dos anos percebi que, independente de quanto eu ganhava, muitas vezes eu sentia que ganhava pouco. Talvez você, meu caro leitor, possa também já ter passado por isso. Mesmo nos meses de maior rendimento, com bônus, trabalhos extras, palestras e renda suplementar, algumas vezes parecia que eu poderia estar ganhando mais e que o dinheiro que ganhava não era suficiente. E assim, chegava no final do mês e todo o dinheiro já estava destinado a ser usado.

A sensação de estar ganhando menos do que deveria é presença constante nas discussões entre amigos, familiares e colegas de trabalho. Entretanto, ela pode ser minimizada ao conscientizar-se de que o dinheiro que você ganha pode ser suficiente para suas necessidades e com algum planejamento é possível satisfazer muitos desejos.

O controle financeiro familiar e o orçamento doméstico são ferramentas para o seu bolso e para a sua saúde psicológica. Ao saber o quanto você ganha e o quanto você está gastando, normalmente você perceberá que está gastando dinheiro desnecessariamente em alguns aspectos da sua vida. É a partir daí que você pode diminuir despesas e, consequentemente, o dinheiro começará a aparecer no seu bolso.

Alguns gastos supérfluos que costumam aparecer numa revisão de despesas no orçamento são por exemplo: roupas, bebidas, restaurantes, juros de empréstimos, compras esporádicas por impulso, telefonemas demorados

Ao visualizar melhor sua movimentação financeira você está começando a caminhar para um momento mais saudável da sua vida. A sensação de não ter dinheiro pode ser substituída pelo prazer de engordar os seus investimentos. Poupança, ações ou negócio próprio podem começar a tomar conta dos seus pensamentos no momento em que você se livra das dívidas e seu salário supera as suas despesas mensais.

Se estiver sofrendo com isso, ou não conseguir superar dificuldades financeiras, procure a ajuda de um especialista e você verá como é simples mudar hábitos financeiros em busca de uma condição mais tranquila.

 

 

É muito interessante perceber o que está ocorrendo com as pessoas nos tempos atuais. Estamos vivendo um momento de transição entre a era da produção e a era do consumo. Momentos de mudanças profundas são caóticos e não apresentam uma característica única, e sim, uma série de marcas visíveis e outras não tão claras.

Um dos pontos fundamentais e mais preocupantes da era atual é que não existe uma valorização do que a pessoa é, dos seus valores, princípios e das suas atitudes. Tudo nos empurra a valorizar o que a pessoa tem, o que parece ter e o que ela apresenta a sociedade. As redes sociais contribuem com isso na medida que todos parecem bonitos, ricos e com muitos amigos. É a valorização do TER. Temos beleza, dinheiro e amigos. Crianças e adolescentes estão sendo formados com a impressão de que é muito mais importante ter amigos, ter dinheiro, ter um bom emprego, ter o melhor celular… Ter. Ter sempre mais. E para ter, é necessário comprar (ou roubar). Quem tem um pouco de dinheiro e cartões de crédito com altos limites vai comprar. Quem não tem o mínimo vai fazer o que? Roubar.

O ter causa o consumismo e o endividamento que presenciamos. As pessoas querem ser as melhores comprando as melhores roupas, os melhores relógios, os melhores carros. E depois que compram percebem que o objeto comprado não resulta em felicidade ou a torna uma pessoa melhor.

Há a falsa percepção que para sermos alguém importante, famoso, feliz, bem-sucedido na vida é preciso ter. E, na verdade, é exatamente o contrário. Para termos algo na vida, primeiro precisamos SER. Ser honesto, ser verdadeiro, ser tolerante, ser persistente, ser altruísta, ser generoso, ser carinhoso.

Vivemos a chamada inversão de valores. O ter antes do ser. Enquanto que o correto é o “Ser para Ter”.

E é aí que vemos a infelicidade se espalhando. A sociedade “ter antes do ser” é muito infeliz.

Mas como perceber o que está acontecendo e como ser feliz?

Conscientizar-se do que está acontecendo é o primeiro grande passo para a satisfação pessoal, já que, ao negar que vivemos nessa situação, não conseguiremos agir para escapar desse redemoinho que nos puxa para o consumo e para a “posse” constante. Olhe ao seu redor. Converse com as pessoas e perceba as diferenças. Pare e analise as pessoas que você conhece. Aquelas que Tem e aquelas que São. Qual delas você que se tornar? Você precisa continuar gastando e consumindo para ser essa pessoa que você admira?

Veja o vídeo abaixo e reflita:

http://www.youtube.com/watch?v=1osuR2zPvYo

História de uma leitora:

Outro dia eu estava passeando no shopping como sempre faço semanalmente.

Não consigo resistir às vitrines.

Sempre paro e compro algo. Naquele sábado eu tinha brigado com minha mãe e estava muito nervosa. Vi um vestidinho lindo numa loja que não é muito barata. Fui lá e experimentei. A roupa ficou perfeita! Eu tinha que levar, apesar de já ter uns 30 vestidos que não uso no meu guarda-roupa. Me senti eufórica e comprei. Peguei o cartão de crédito que mais uso e a atendente foi passar na maquininha. Aí ele não passou. Acho que tinha passado do limite. Dei o outro que uso de vez em quando. Também não passou. Peguei então o cartão de uma loja de roupas, aí passou. Antes de entrar na loja eu estava muito feliz, depois, quando eu estava saindo me senti arrependida de ter comprado. Mas não sabia o que fazer. Talvez eu nunca usasse aquele vestido novamente em minha vida, mas ele me deixou feliz por uns momentos. Então eu tinha que comprar.

Quase indo embora do shopping vi uma sandália irresistível em outra loja. Entrei na loja feliz como uma criança num parque de diversões. E a história se repetiu. Provei, gostei, comprei. Mais uma vez paguei com o cartão e me senti muito mal ao sair da loja.

Acho que não sou única. Como eu devem existir muitas…

Não tenho condições de pagar as contas dos meus cartões então pago somente o valor mínimo das faturas. As vezes não consigo pagar o valor mínimo então recorro a empréstimos. Já acabei tendo que pedir dinheiro para pessoas que não conheço. Acho que elas cobram mais do que devo, mas não tenho saída. Tenho que pagar.

Por que gasto tanto dinheiro? Por que compro tanto? Por que não ganho o suficiente para comprar?

Muitas pessoas escrevem repetidamente a mesma história. Compras em excesso e falta de dinheiro. Infelizmente, esse é um comportamento que está aumentando perigosamente. As pessoas se sentem mal mas continuam comprando para se satisfazer por alguns instantes. Será que as relações entre pessoas também não estão assim? Satisfazemos nossos desejos por alguns instantes? Separar no casamento está cada vez mais fácil. Comprar está cada vez mais fácil. É possível comprar sem dinheiro! Os meios de comunicação nos impulsionam a comprar. Os políticos dizem que temos que consumir para a economia girar.

Antes de comprar você se perguntou: “Realmente preciso?“. Ou ainda: “Tenho dinheiro?“.

Mas é certo ou errado comprar? Depende…..

Pare. Respire. Pense.

Feche os olhos e reflita sobre o que realmente é importante para você. As vezes agimos no automático e não conseguimos agir diferente por diversos motivos. Uma ajudinha, uma conversa, uma boa leitura e você pode começar a se sentir mais equilibrado e começar a tomar as atitudes corretas em relação ao dinheiro.

 

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