Por que é tão difícil segurar os impulsos de consumo e viver de verdade com independência financeira? Essa é uma das questões mais importantes quando falamos de finanças pessoais.
Nossos avós viveram em uma época em que a sociedade era voltada a produção. Ou seja, nossos avós trabalhavam na agricultura, ou nas indústrias e, portanto, produziam e ganhavam um pouco para se sustentar. O objetivo de vida deles era produzir para subsistência, ou ajudar a produção de outros para garantir a subsistência.
A nova sociedade em que vivemos, basicamente vive o oposto disso. Nós trabalhamos para consumir. O nosso principal objetivo é ganhar dinheiro para comprar bens não essenciais e satisfazer nossas vontades e desejos. E, não necessariamente precisamos produzir algo para isso. Boa parte das pessoas trabalha no ramo de serviços, contribuindo para satisfazer as vontades dos outros (no bom e no mau sentido), sem que haja uma produção real de bens essenciais. O dinheiro, então, movimenta a economia mundial através do consumo e não da produção.
Pensando nesse mundo em que vivemos, como podemos frear o impulso que faz essa nova sociedade existir? É muito difícil tentar ser e viver uma contradição ao que nós estamos expostos. Por mais que os pais tentem ensinar aos filhos os valores importantes do ser humano, o mundo nos impõe a nova forma de viver em relação ao consumo. Assim, nascemos e somos empurrados a consumir cada vez mais para satisfazer vontades e desejos não fundamentais.
Agora pense comigo. Se vivemos nessa sociedade que nos empurra a consumir, imagine as consequências de consumir e não saber o quanto realmente temos para gastar nesse consumo? Nosso impulso de consumo deve ser freado e guiado pelo fluxo de dinheiro que conseguimos. Não dá para viver nessa nova era sem saber lidar com o dinheiro e com finanças pessoais básica. Quem não sabe o quanto ganha, o quanto gasta e quanto sobra no fim do mês está no caminho certo do endividamento e no caminho contrário a independência financeira.
Já que o consumo é inevitável, a educação financeira deveria ser obrigatória para evitar dívidas e problemas financeiros excessivos. Falando de finanças pessoais, infelizmente vivemos ainda num mundo de analfabetismo financeiro.
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O vídeo abaixo nos faz refletir um pouco sobre o mundo em que vivemos:
Entrevista exclusiva: Zygmunt Bauman from cpfl cultura on Vimeo.
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