É muito interessante perceber o que está ocorrendo com as pessoas nos tempos atuais. Estamos vivendo um momento de transição entre a era da produção e a era do consumo. Momentos de mudanças profundas são caóticos e não apresentam uma característica única, e sim, uma série de marcas visíveis e outras não tão claras.
Um dos pontos fundamentais e mais preocupantes da era atual é que não existe uma valorização do que a pessoa é, dos seus valores, princípios e das suas atitudes. Tudo nos empurra a valorizar o que a pessoa tem, o que parece ter e o que ela apresenta a sociedade. As redes sociais contribuem com isso na medida que todos parecem bonitos, ricos e com muitos amigos. É a valorização do TER. Temos beleza, dinheiro e amigos. Crianças e adolescentes estão sendo formados com a impressão de que é muito mais importante ter amigos, ter dinheiro, ter um bom emprego, ter o melhor celular… Ter. Ter sempre mais. E para ter, é necessário comprar (ou roubar). Quem tem um pouco de dinheiro e cartões de crédito com altos limites vai comprar. Quem não tem o mínimo vai fazer o que? Roubar.
O ter causa o consumismo e o endividamento que presenciamos. As pessoas querem ser as melhores comprando as melhores roupas, os melhores relógios, os melhores carros. E depois que compram percebem que o objeto comprado não resulta em felicidade ou a torna uma pessoa melhor.
Há a falsa percepção que para sermos alguém importante, famoso, feliz, bem-sucedido na vida é preciso ter. E, na verdade, é exatamente o contrário. Para termos algo na vida, primeiro precisamos SER. Ser honesto, ser verdadeiro, ser tolerante, ser persistente, ser altruísta, ser generoso, ser carinhoso.
Vivemos a chamada inversão de valores. O ter antes do ser. Enquanto que o correto é o “Ser para Ter”.
E é aí que vemos a infelicidade se espalhando. A sociedade “ter antes do ser” é muito infeliz.
Mas como perceber o que está acontecendo e como ser feliz?
Conscientizar-se do que está acontecendo é o primeiro grande passo para a satisfação pessoal, já que, ao negar que vivemos nessa situação, não conseguiremos agir para escapar desse redemoinho que nos puxa para o consumo e para a “posse” constante. Olhe ao seu redor. Converse com as pessoas e perceba as diferenças. Pare e analise as pessoas que você conhece. Aquelas que Tem e aquelas que São. Qual delas você que se tornar? Você precisa continuar gastando e consumindo para ser essa pessoa que você admira?
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Veja o vídeo abaixo e reflita:
http://www.youtube.com/watch?v=1osuR2zPvYo
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