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Muitas vezes ouço que cometer erro é algo ruim, desagradável e que deve ser evitado. Não concordo que seja algo ruim pois aprendemos com nossos erros e devemos sempre tentar, mesmo que erremos. Entretanto, em finanças pessoais, alguns erros podem se tornar grandes problemas e acabar prejudicando a vida familiar, a vida social e até mesmo sua saúde e de seus entes queridos. Portanto, ter o conhecimento dos maiores erros que podemos cometer em finanças pessoais é uma vacina para que sua vida possa ser bem aproveitada e sem surpresas indesejáveis.

Vou listar aqui o que eu considero como os maiores erros que podem ser cometidos em finanças pessoais:

1. Contar com o dinheiro do mês que vem

Quem já não passou por essa situação? Você compra algo que acha que poderá pagar com o dinheiro que irá receber. Ou seja, compra uma dívida esperando que o dinheiro que virá no mês seguinte conseguirá pagar. Mas e se você for demitido? E se não tiver mais o dinheiro… Fazer dívidas é um vício. Começamos a contrair dívidas logo que temos nosso primeiro emprego e isso se estende por toda a vida. Você acaba ficando refém do “mês que vem”.

2. Não aprender a investir

Ter dinheiro guardado é muito diferente de investir o dinheiro que você economiza. A poupança, por exemplo, é uma forma de conservar o dinheiro que você economiza. Já investir significa fazer o dinheiro que você tem guardado render mais do que renderia na poupança. Investir é montar um negócio próprio, ou comprar e vender ações, ou ainda colocar dinheiro em algum negócio como sócio… Investir é fazer o dinheiro trabalhar para você.

3. Viver no limite da capacidade financeira

Tem muita gente que tem casa grande, carro do ano, mas não tem um real no banco. Tudo está parcelado e o salário do mês consegue pagar todas as dívidas sem nenhuma folga. Essa é uma das situações mais arriscadas pois a qualquer momento um imprevisto pode aparecer, como por exemplo a perda do emprego ou alguma despesa extra como algum parente doente. Sempre deve-se ter uma reserva para emergências e sempre deve-se tentar viver abaixo desse limite financeiro. Exemplo: Se você ganha R$1000,00 por mês não pode morar numa casa que o aluguel seja R$800,00. Desse modo, não sobra dinheiro para mais nada e, com certeza, logo você se encontrará em graves apuros financeiros.

4. Falta de controle

Quanto você gasta todo mês em restaurantes? Quanto você gasta no mês no supermercado? Você sabe exatamente quanto gastou mês passado? E esse mês? Se você não sabe, provavelmente sua vida financeira deve ser desequilibrada. É importantíssimo conhecer para onde o seu dinheiro está indo. É como um encanador que precisa saber onde estão os buracos para que eles possam ser fechados antes que a casa desabe por tanta umidade. Quando eu menciono aqui o controle, ele pode ser simples, através de anotações no papel ou mais elaboradas por meio de planilhas (você pode encontrar várias na nossa seção de downloads http://www.pairico.com/downloads) ou ainda fazer esse controle em sites gratuitos (há vários sites hoje em dia que permitem esse controle online http://www.pairico.com/sites-uteis). Algum controle é melhor do que nenhum controle.

5. Não ter objetivos financeiros

Assim como é um erro não ter um controle financeiro, também é errado não ter um objetivo claro do que você pretende fazer com o dinheiro. As suas finanças pessoais têm que estar em acordo com seus objetivos de vida pois o dinheiro é apenas uma ferramenta para alcançá-los. Fique atento ao seu dinheiro mas fique mais atento às suas motivações pessoais pois são elas que vão determinar os caminhos do seu dinheiro.

Espero que esses conselhos sejam de alguma forma relevantes para que você tenha uma vida mais saudável. Não se esqueça que o dinheiro não é tudo na vida, mas que precisamos saber lidar com ele para que ele não se transforme em algo ruim.

Li um artigo no blog Get Rich Slowly muito interessante sobre finanças pessoais no qual o autor, J. D. Roth, comentava sobre um artigo de jornal que falava como que os conselheiros de finanças diagnosticavam a saúde financeira de seus clientes. Roth apontou as oito questões fundamentais que cada pessoa deve se fazer para avaliar como anda sua saúde financeira. São elas:

Seu patrimônio líquido está aumentando?

O patrimônio líquido pode ser calculado como o total dos seus ativos menos suas dívidas. Por exemplo, se você tem uma casa que vale R$100.000,00 e dívidas que somam um total de R$20.000,00 , seu patrimônio líquido será de R$80.000,00. Se ano passado seu patrimônio líquido era maior, você deve ficar atento. Sua saúde pode estar comprometida. Mas se o seu patrimônio líquido está aumentando, quer dizer, que sua saúde pode estar bem. Fique atento.

Como está a relação receitas x despesas?

É muito importante saber quanto de sua receita (salário, rendimentos de investimentos, renda de aluguel, etc…) está sendo usado para pagar dívidas, incluindo prestação da casa e de carro e quanto está sendo investido. No artigo original, o autor menciona que para pagar dívidas o melhor seria usar menos de 25% das suas receitas e do montante total da sua receita você deveria conseguir poupar (investir) mais de 10% da sua receita. Eu concordo com esses números. Tento sempre me aproximar deles.

Você gasta mais do que ganha?

Essa é a pergunta mais importante. Incrivelmente muitas pessoas gastam mais do que ganham, o que leva invariavelmente a um desastre financeiro. Se você gasta mais do que ganha seu fluxo de caixa (receitas menos despesas) está negativo. Nesse caso, corte imediatamente despesas secundárias!

O que mudou na sua vida no ano passado?

Nossa vida é muito dinâmica. Casamento, filhos, novo emprego, perda do emprego… De um ano para outro grandes mudanças podem ocorrer. Assim como é importante ter metas financeiras bem estabelecidas, é também muitíssimo importante ter consciência de que correções devem ser feitas ao longo dos anos devido às novas circunstâncias e novas prioridades.

Você está bem “segurado”?

Seguros são uma grande garantia contra eventos inesperados. Seja seguro de casa, carro, vida, cada um tem sua importância dependendo de como você conduz e como você quer proteger seu patrimônio, ou sua família de eventuais catástrofes.

Você precisa fazer alguma mudança nos seus planos imobiliários?

A tradução dessa pergunta não ficou muito boa, mas no artigo original, o autor se refere às mudanças que ocorrem no meio familiar e que podem levar a necessidades de uma casa menor ou maior, ou ainda a necessidade de se mudar. Ou seja, você pode precisar ir para outro imóvel ou se desfazer. O importante é estar atento às suas necessidades e da sua família visando não prejudicar suas finanças.

Seu portfólio de investimentos precisa de alguma manutenção?

Crises nos mercados acontecem e suas ações podem estar sofrendo com a recuperação do mercado. Considere trocar de ativos ou realizar os lucros de alguns. Alguns analistas de mercado dizem que não devemos nos casar com as ações. Não deve-se levar o lado emocional na hora de comprar e vender ações. Analise tenha discernimento do que está bom e o que está ruim.

Seus objetivos mudaram?

Você está feliz? Finanças pessoas não é só relacionada ao dinheiro. Finanças é usar o dinheiro da melhor forma para que você consiga ser feliz. Seus objetivos pessoais devem guiar suas finanças e não o contrário. Esse é o maior segredo para a sua saúde financeira.

O artigo (em inglês) do qual tirei essas questões extremamente úteis pode ser visto no link:

http://www.getrichslowly.org/blog/2010/03/29/how-to-self-diagnose-your-financial-health/

Quando definimos um planejamento financeiro (orçamento) para o mês, muitas vezes não conseguimos cumpri-lo. Eu admito que é difícil conseguir ficar preso ao plano do mês pois todo mês acontecem imprevistos ou gastos necessários que não nos lembramos ou contabilizamos. Não é por isso que devemos abandonar o planejamento por completo.  É aquela velha frase: “Ruim com ele, pior sem ele”. Fazer um orçamento para todo mês é a melhor opção para monitorar para onde nosso dinheiro está indo.

E quando dá errado o orçamento? O que pode arruinar de verdade o nosso planejamento por completo?

Poucas economias para emergência

Um dos maiores erros que podemos cometer em finanças pessoais é não ter um fundo de emergência para casos extremos. Muitas vezes ao longo da nossa vida somos surpreendidos por fatos que irão demandar dinheiro imprevisto. Se não tivermos uma reserva para casos assim, todo o nosso planejamento pode ser compremetido.

Muitas contas no cartão de crédito

O cartão de crédito pode ser um aliado no planejamento, mas se não for bem usado pode ser um dos piores inimigos para o planejamento financeiro. E, um dos maiores erros que pode-se cometer com o cartão é comprar muito e não conseguir pagar a fatura total. A longo prazo isso será devastador para suas contas.

Muitos presentes

É muito bom presentear as pessoas mas precisamos estar atentos para quanto estamos gastando em presentes. É aconselhável ter um dinheiro reservado para presentes e não excedê-lo. O importante é conseguir colocar os presentes dentro do orçamento sem causar grandes danos a ele.

Uma grande casa

Como Pai Rico – Kiyosaki diz, a nossa casa é um passivo. Portanto, quanto maior a sua casa, maiores as suas despesas mensais. Se você não tem dinheiro suficiente para manter uma casa, viva numa casa menor ou num apartamento. As despesas com casas podem levar muito do seu dinheiro.

Um carrão

Assim como a casa, o carro também é um passivo. Ele arranca dinheiro do nosso bolso com o combustível, manutenção, seguro, etc… O carro é como uma criança, requer muita atenção e ele consome boa parte do seu orçamento. Então compre um que você possa cuidar e que não lhe cause grandes buracos no seu orçamento.

Esses são apenas alguns dos piores inimigos do seu orçamento familiar. Mas todos nós temos nossos próprios inimigos. Eu, por exemplo, gasto muito com aparelhos eletrônicos como celular, GPS, computador… Preciso sempre segurar meus impulsos. E você? O que pode arruinar o seu orçamento?

Baseado no artigo original: http://financialhighway.com/top-5-budget-busters-what-are-yours/

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