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As escolas cada vez mais estão incluindo em suas disciplinas, aulas de educação financeira.

Ainda são poucas e são na grande maioria escolas particulares.

E sabe o que é mais surpreendente nesta história? A educação financeira agrada não só a pais como também aos alunos. Finanças pessoais em sala de aula consegue fazer o que muitas outras matérias não conseguem: Despertar o interesse e prender a atenção do aluno em sala de aula!

É simples entender o porquê. As matérias tradicionais, muitas vezes têm pouca ou nenhuma relação com a vida dos alunos e dos pais. Ou seja, aprendê-las não se torna significativo e acaba se tornando algo não prazeroso e que em poucos anos cai no esquecimento total dos pais e dos alunos.

Então para quê ainda ensinam estas matérias e não ensinam educação financeira? Não sei. Só pode ser a falta de atitude e coragem para mudar e abrir os olhos para o que realmente importa e deve ser ensinado.

Mas esta situação está mudando aos poucos.

O vídeo abaixo mostra escolas que estão aderindo às aulas de educação financeira e estão obtendo sucesso com isso:


http://www.youtube.com/watch?v=kb_Bvg5kRM8

E a sua escola? Ela está ensinando algo que pode melhorar a sua vida e a dos seus filhos?

Você já ficou ou está com o nome sujo?

O excesso de crédito disponível nos bancos e financeiras acaba fazendo com que muitas pessoas fiquem com o nome sujo. Nem todas as pessoas que se utilizam do crédito acabam com o nome sujo, mas é o crédito (empréstimo, cartão de crédito, parcelamentos…) a principal causa desse problema que atinge milhares de pessoas.

No Brasil é muito comum o parcelamento de compras, seja via cartão de crédito ou via “carnê”. Esse parcelamento dá a falsa sensação de que o preço do item comprado é menor do que realmente é. E é nesta hora que podem começar os problemas.

Vamos pensar um pouquinho: Se eu decidir comprar uma casa e a parcela mensal for R$ 1.000,00 durante 20 anos. Se o meu salário atual é R$ 4.000,00 por mês, vou ter que considerar que esse salário agora diminuiu para R$ 3.000,00 . Pior que isso. Caso aconteça algum problema e eu não tenha mais esse emprego, vou ter que ter uma reserva financeira para conseguir continuar pagando as prestações da casa. Ou seja, é muito importante, guardar parte desses R$ 3.000,00 que me restam depois de pagar as prestações em caso de alguma emergência ou perda do emprego. Eu recomendo guardar 10% do salário todo mês. Seria o ideal.

Especialistas em finanças recomendam que você não pode comprometer mais que 30% do seu salário em parcelamentos. Quer dizer que caso você ganhe R$ 4.000,00, você deve usar no máximo R$ 1.200,00 por mês em compras parceladas. Difícil? Ok. Mas nunca ultrapasse 40% do seu salário, caso contrário, logo logo o seu nome pode estar nas listas de maus pagadores.

E agora? O que fazer? Meu nome está sujo! A solução é renegociar ou pagar as dívidas que sujaram seu nome. Não caia no conto das empresas que prometem limpar seu nome sem precisar pagar as dívidas!

Abaixo um vídeo da Jovem Pan sobre o assunto:

http://www.youtube.com/watch?v=zCfMSeoFLrQ

Por que é tão difícil segurar os impulsos de consumo e viver de verdade com independência financeira? Essa é uma das questões mais importantes quando falamos de finanças pessoais.

Nossos avós viveram em uma época em que a sociedade era voltada a produção. Ou seja, nossos avós trabalhavam na agricultura, ou nas indústrias e, portanto, produziam e ganhavam um pouco para se sustentar. O objetivo de vida deles era produzir para subsistência, ou ajudar a produção de outros para garantir a subsistência.

A nova sociedade em que vivemos, basicamente vive o oposto disso. Nós trabalhamos para consumir. O nosso principal objetivo é ganhar dinheiro para comprar bens não essenciais e satisfazer nossas vontades e desejos. E, não necessariamente precisamos produzir algo para isso. Boa parte das pessoas trabalha no ramo de serviços, contribuindo para satisfazer as vontades dos outros (no bom e no mau sentido), sem que haja uma produção real de bens essenciais. O dinheiro, então, movimenta a economia mundial através do consumo e não da produção.

Pensando nesse mundo em que vivemos, como podemos frear o impulso que faz essa nova sociedade existir? É muito difícil tentar ser e viver uma contradição ao que nós estamos expostos. Por mais que os pais tentem ensinar aos filhos os valores importantes do ser humano, o mundo nos impõe a nova forma de viver em relação ao consumo. Assim, nascemos e somos empurrados a consumir cada vez mais para satisfazer vontades e desejos não fundamentais.

Não dá para viver nessa nova era sem saber lidar com o dinheiro…

Agora pense comigo. Se vivemos nessa sociedade que nos empurra a consumir, imagine as consequências de consumir e não saber o quanto realmente temos para gastar nesse consumo? Nosso impulso de consumo deve ser freado e guiado pelo fluxo de dinheiro que conseguimos. Não dá para viver nessa nova era sem saber lidar com o dinheiro e com finanças pessoais básica. Quem não sabe o quanto ganha, o quanto gasta e quanto sobra no fim do mês está no caminho certo do endividamento e no caminho contrário a independência financeira.

Já que o consumo é inevitável, a educação financeira deveria ser obrigatória para evitar dívidas e problemas financeiros excessivos. Falando de finanças pessoais, infelizmente vivemos ainda num mundo de analfabetismo financeiro.

O vídeo abaixo nos faz refletir um pouco sobre o mundo em que vivemos:

Entrevista exclusiva: Zygmunt Bauman from cpfl cultura on Vimeo.

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